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Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

Em entrevista ao GE, Lázaro comentou e avaliou o momento com o Paulo Sousa, relembrou o sucesso e as pressões na base e revelou que esteve perto de deixar o Flamengo em 2021. O jovem meio-campista deixa claro a gratidão e conta detalhes da relação com o treinador português e sua comissão técnica.

“Desde o primeiro dia, o Mister me chamou para conversar. Ele sempre foi muito claro comigo em todos os aspectos onde eu posso melhorar, onde posso evoluir, onde tenho minhas qualidades e meus defeitos. Ele virou para mim e me falou para ter tranquilidade, para eu jogar o meu futebol e melhorar nas coisas que ele for passar, prestar bem atenção também. Sou um garoto que hoje tudo que ele passa estou prestando atenção muito bem ali para evoluir e melhorar também. Mas ele tem me dado esse suporte, essa ajuda, não só ele como toda a comissão também, e sou um garoto que está escutando bastante para seguir os bons passos. Como você falou, é um treinador da Europa, com uma cultura totalmente diferente, e é bom até para isso também, para escutar e aprender. É um treinador muito inteligente, que sabe de muitas coisas e já viveu muitas coisas em sua vida. E nada melhor do que aproveitar essa ajuda que ele está dando”, sobre Paulo Sousa.

“Ano passado teve, sim, uma possibilidade grande de ter saído, só que no fundo no fundo no fundo eu sentia e sempre soube que aqui no Flamengo eu ia ter meu espaço, ia ter meu momento. Às vezes para uns é mais rápido, para outros demora, mas o negócio é continuar trabalhando para aproveitar a oportunidade quando ela surgir. Hoje, graças a Deus, estou tendo essa oportunidade e estou sabendo aproveitar bem, com a ajuda dos companheiros e da comissão do Mister, todos têm me dado esse suporte muito bem. E, como falei, tenho muito a evoluir”, em relação a sair do Clube.

“Quem me conhece de verdade sabe que sou um moleque muito tranquilo. Dentro de campo procuro só fazer meu melhor e ajudar os companheiros. Claro que fica um pouco daquela pressão né, apesar disso que você falou, das notícias repercutirem sobre isso e tal, mas além disso eu sempre botava na minha cabeça para manter os pés no chão. Meus pais também sempre me ajudaram com isso. Mas é o que falei: melhorar, evoluir naquilo que eu precisava melhorar. É claro, como falei, tenho muito a evoluir e a melhorar em questão de jogo sem bola, com bola, pois sou novo também e tenho muita coisa a aprender. Mas é claro que bate um pouquinho da pressãozinha, mas eu levava com muita tranquilidade, e levava também para o lado bom, para ter mais confiança dentro de campo. É bem tranquilo”, período na base.

Com Paulo Sousa, Lázaro disputou 17 jogos, sendo titular em 10, marcou dois gols e é, ao lado de Arrascaeta, o principal garçom do Mais Querido na temporada: com seis passes decisivos.

Confira outras aspas de Lázaro:

Ala esquerda

“Essa posição eu já joguei na base do Sub-13 ao Sub-15 mais ou menos. Jogava de ponta, meio que tenho um pouquinho da manha. Mas ali do meio para frente de ponta direta, ponta esquerda, centroavante, meia… Onde estiver brecha, eu estou fazendo. O importante é fazer e corresponder bem. Cada dia aqui no treino tenho aprendido cada vez mais. O professor é sem palavras, temos grandes jogadores… BH, Vitinho, o Ayrton, que chegou, o Everton Ribeiro.”

Gols na temporada

“Aquele jogo ali (contra a Portuguesa, pela primeira rodada do Estadual) foi muito especial para mim pelos meus primeiros gols como profissional. Me deu uma confiança a mais, vai ser um momento que vou guardar para o resto da vida, tenho a camisa guardada para fazer um quadro. Agora, é focar para que saiam mais gols.”

Líder em assistências 

“A (assistência) para o BH foi uma virada de chave, deu uma confiança a mais. Vou ficar com essa contra o Atlético-MG. Foi um jogo que eu estava doido para jogar na final da Supercopa. Na primeira bola, já achei o passe e fiquei maluco. O João veio me abraçar. Foi uma pena não termos conseguido o título. Foi uma virada de chave que deu confiança.”

Pênalti na Supercopa

“Minha mãe até brincou comigo quando eu cheguei em casa: “Quer me matar do coração?”. Falei que estava tranquilo e confiante. E estava bem tranquilo mesmo. Na base, sempre treinei pênalti. Quando você faz alguma coisa bem e isso se torna repetitivo, fica bem tranquilo. Mesmo sendo o Atlético-MG, o Everson como goleiro, eu estava bem tranquilo. Na hora que acabou o jogou, perguntaram se eu queria cobrar o pênalti e falei: “Claro, claro, claro”. Só não sabia que seria o primeiro, mas vamos embora. Está bom!”

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