Em pré-temporada nos Estados Unidos, o Flamengo jogou seu segundo amistoso neste sábado e empatou em 1 a 1 com o Orlando City. O técnico Tite destacou o processo de evolução da equipe e a necessidade de entrosamento para que o meio-campo de “muita qualidade” renda o esperado.

– O campo vai falar. O que tenho como ideia é que jogadores como De la Cruz, Arrascaeta, Gerson e Pulgar têm muita qualidade criativa, mas não vai ser assim já. Em um processo de entrosamento não é só colocar os jogadores que a coisa vai fluir. É um processo de ensaio de dificuldade, de movimentação. Vou dar um exemplo, nesse quarteto de meio-campo que há a busca de superioridade de qualidade numérica, nós fizemos um gol que o De la Cruz sofreu a falta forte. Tem que ter calma com esse entrosamento, porque qualidade eles têm – afirmou Tite.

O time do primeiro tempo é o titular?

– É um processo de construção e evolução de equipe, inclusive de ritmo técnico, tático e físico. Os dois amistosos foram uma escala progressiva de exigência e utilização de todo o grupo, porque ali na frente vamos precisar de todos os atletas. Há um grupo que é base, que compete, dois jogadores em cada setor. O Flamengo precisa disso, precisa de qualidade, e nós procuramos dar a todos esses atletas essa oportunidade de evolução e de competição, como foi hoje.

Pressão do adversário

– Nunca se olha numa equipe só o processo ofensivo e defensivo, é conjunto. Quando nós conseguíamos sair da pressão, que o adversário colocava bastante jogadores no nosso campo, aí a bola cai no pé de Arrascaeta, Luiz, Cebolinha, Nico (De la Cruz), Gerson, Pedro, Gabi, aí é muita qualidade. Eles têm entrosamento, então procuraram imprimir pressão na saída de bola, dificultando a articulação. Melhoramos a saída no segundo tempo e temos que melhorar para essa bola chegar melhor nos homens de frente.

Arrascaeta

– É um dos exemplos de liderança e de capitania, porque seus comportamentos são assim. Ele pouco fala, mas quando fala é ouvido. Tem respeito. Em algum momento a adversidade acontece e tem alguém para ajudar. O grupo abraça os jovens. Quando a gente agrega a gente sente mais confiante e, assim, produz mais e fica mais perto de vencer.

Pedro e Gabigol

– O futebol tem as partes psicológica/humana, tática/técnica e física. Cheguei, o Pedro estava bem e o Gabi recuperando seu melhor momento, inclusive em termos físicos, estava sentindo restrições clínicas. Esse ano já é diferente. Procuro colocar dois atletas em cada função para ter concorrência leal. Isso eleva tecnicamente e individualmente a equipe. A gente quer trabalhar, deixar todos nas melhores condições.