Foto: Reprodução

O Flamengo foi campeão pela primeira vez da Libertadores em 1981, em três jogos contra o Cobreloa, do Chile, marcados por Zico e a violência dos chilenos. Dessa forma, além dos quatro gols do Galinho, dois no terceiro jogo que sacramentou o título do Mais Querido, outros dois personagens ganharam destaque. Com sentimento de vingança por causa da violência no segundo jogo, em solo chileno, Mario Soto e Anselmo protagonizaram cenas lamentáveis no jogo decisivo que aconteceu 40 anos atrás no Estádio Centenário, palco da grande decisão deste sábado (27).

Em entrevista ao “UOL”, o ex-atacante do Flamengo detalhou e recordou o episódio na Libertadores em 1981. O rubro-negro chegou no Chile, no Estádio Nacional em Santiago, com uma vitória de 2 a 1 e, em caso de novo triunfo, o Fla seria o campeão daquele ano. No entanto, de acordo com ídolos do clube que participaram daquela campanha, o clima foi hostil desde que chegaram no Chile, e em campo não foi diferente. Segundo os ex-atletas, os adversários não tinham intenção de jogar futebol, sendo que Mario Soto, um dos principais nomes do Cobreloa, entrou com uma pedra na mão.

Anselmo não pode comemorar o título da Libertadores em 1981

Com o revés de 1 a 0, contudo, o regulamento da época exigiu um terceiro jogo, disputado em solo neutro. Nesse sentido, enquanto Zico foi com o sentimento de vingança para decidir o título com dois gols, um deles um golaço de falta, no fim do jogo o contra golpe aconteceu do mesmo modo que foi no Chile. Com a vantagem no placar, o técnico Paulo César Carpegiani colocou Anselmo somente com uma função: agredir Soto. E assim aconteceu. Confira o relato do ex-atacante:

“Não senti nada na hora. O ambiente era tão nervoso com os caras dando pisão e pontapé, que era um clima de revolta total. O Paulo me disse: ‘vai e faz’. Só pensei em fazer. Se tivesse pensado em tudo, nem levantava do banco de reservas. Meu comportamento foi o de cumprir. O que aconteceu em Santiago foi anormal, mas eles estavam fazendo tudo de novo em Montevidéu. Não sou a favor do que foi feito. Se você faz isso hoje é eliminado do futebol. Não foi sentimento de vingança, foi revide” – contou Anselmo em entrevista.

Além disso, o ex-jogador também revelou que nem conseguiu participar da cerimônia de entrega de medalhas. Isso porque, a polícia o trancou no vestiário:

“A polícia me trancou dentro do vestiário e fiquei sozinho imaginando o que ia acontecer. O medo era bastante, me escondi numa banheira e coloquei umas bolas por cima. Eu estava muito feliz, mas com muito medo. Quando a porta abriu e a galera entrou festejando, aí foi uma alegria só. Eu nem participei da cerimônia de entrega do troféu. Estava trancado. Eu tenho a medalha, mas nem me lembro como ela chegou até mim. A camisa eu não faço ideia de onde foi parar” – concluiu Anselmo.

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