Foi aos cacos, desfigurado, infectado, abalado e mal treinado. Mas o jogo haveria. Sim, houve o embate, a batalha mostrou-se a minha frente. Assim, o desafio era a virada, era finalmente entrar em campo pela Liberta, pois semana passada não entrei, não honrei meu nome. Libertadores é sinônimo de luta.

E quando lutei de verdade, pude perceber que a minha angústia, meu sofrimento não seria em vão, pois o regozijo viria no final, o céu que se abriu e a vitória que encontrei. Não há tempestade que dure pra sempre. O nome disso é fé.

Quando lutei de verdade, parei de desejar que tudo fosse diferente, parei de pensar que os anjos por mim não mais conspirariam e, assim, vi que tudo o que acontece contribui e nos faz crescer. O nome disso é amadurecimento.

Quando lutei de verdade, livrei-me dos fantasmas adormecidos, das lembranças amargas, ressurgi, refazendo minha história. O nome disso é superação.

Quando lutei de verdade, percebi o abraço e a lágrima do amigo-irmão que você nunca viu na vida, mas que veste o mesmo manto. Vislumbrei o poder de realizar, de gritar aos sete ventos, de chorar de alegria, de raiva, de amor, de contentamento. O nome disso é privilégio.

Quando lutei de verdade, vi que o que verdadeiramente me representa não é a estrutura, o investimento, o dinheiro, o elenco caro, não! Minha praia é outra, parceiro! Sou forjado na rua, na chuva, na adversidade, no barraco improvisado, na casinha de sapê. Sou ‘cabra’ raiz, sou raça, sou Rondinelli e o combustível que sempre me alimentou é a vontade, a disposição, o carrinho na linha de fundo e, principalmente, a atitude de vencedor que trago no meu DNA. Na bola, no peito, do jeito que tiver que ser. O nome disso é Flamengo.

Instagram: @wagnerluizserpa

Blog: rubroresenha.blogspot.com

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