Que me desculpem os clássicos regionais Brasil afora como o Gre-Nal (Grêmio x Internacional), o San-São (São Paulo x Santos) e o Ba-Vi (Bahia x Vitória), mas Fla-Flu é Fla-Flu.

Não há nada no planeta que se compare a este clássico, que produz histórias, marca a vida das pessoas e transforma qualquer confronto entre eles na oitava maravilha do mundo.

Graças a Deus, vi alguns Fla-Flus na minha vida de torcedor. Mais vitórias que derrota, é bem verdade.

Por exemplo, quando a torcida gritava “Bichado, bichado, bichado…” vi Zico meter três naqueles 4 a 1 na estreia do Dr. Sócrates pelo Flamengo.

Me esgoelei no Fla-Flu do Leandro em 85, naquele sofrido e imerecido empate. Pulei que nem um maluco quando o incomparável camisa 3 mandou um “pombo sem asa” lá na gaveta de Paulo Victor.

Vi o maestro Júnior, já um vovô em campo, acabar com o Fluminense em 91 do Super Ézio.

Mas vi também o Renato Gaúcho dar aquela barrigada em 95. Histórias, histórias e muitas boas histórias.

Parabéns ao Flamengo, por me fazer ser um torcedor feliz por tantos títulos conquistados.

Parabéns ao Fluminense que promove, sempre que pode, com um time na maioria das vezes inferior, um grande jogo.

Futebol é isso. Há o melhor e o que se supera na vontade e admite essa superiridade e vai à procura da vitória. Isso o Fluminense tem feito em 2021 e 2022.

Agradeço aos chineses que criaram, aos ingleses que aperfeiçoaram durante o século XIX e muito, muito, mas muito obrigado mesmo pela existência de um esporte tão encantador como é o futebol.

Marcos Vinicius Cabral

 

Comentários do Facebook