Com as férias dos jogadores principais do Flamengo, o grupo do Sub 20 e alguns pouco utilizados no profissional, terão sua chance no campeonato Carioca desse ano e um deles é o Garoto Gabriel Noga, de 17 anos, natural de Volta Redonda e com 7 anos de história no Rubro negro, acumulando títulos e sendo convocado para as seleções de base.

“Um sonho que vou realizar”. Assim Gabriel Noga, encara a oportunidade entre os profissionais do Flamengo na Taça Guanabara, Mas se a trajetória “como gente grande” está apenas no começo, a história na base do clube tem páginas vitoriosas.

Flamenguista de coração, Gabriel Noga deu os primeiros passos em Volta Redonda, mas o primeiro clube na capital foi, justamente, o Vasco.

 “Eu comecei em Volta Redonda com 4 anos, numa escolinha. Um dia o Vasco foi lá, gostou de mim e acabei vindo para o Rio. Foram dois anos no Vasco, até que o Flamengo me convidou. Não tinha como não vir. Sou flamenguista, não tinha jeito (risos). Cheguei aqui no clube com 10 anos” – lembrou o jogador.

Com 1,83m, o jogador não é dos mais altos para a posição, pela altura, daí duas das maiores referências serem do mesmo estilo: Rodrigo Caio e Marquinhos (PSG).

” Eu gosto de sair com a bola, a altura eu compenso com a movimentação para poder encurtar, ganhar campo, chegar antes do atacante. Mais velocidade. A gente tenta sempre ter uma estratégia para solucionar os problemas contra os atacantes mais chatos. Tem que estar na frente, não pode dar espaço. Tem hora que tem que dar uma também (risos). Não pode deixar ele à vontade”.

A braçadeira de capitão faz parte da rotina de Gabriel Noga. conquistou no sub-15 e, recentemente, na categoria sub-17. E junto com a liderança vieram os títulos. Foram vários ao longo do caminho, mas um em especial: o Brasileirão sub-17, em agosto do ano passado, contra o Corinthians.

A grande virada no jogo de ida, em São Paulo, num 4 a 3 eletrizante, e a confirmação do título em Cariacica, em partida de destaque de Lázaro, não saem da cabeça do zagueiro.

“A gente entrou desligado no primeiro jogo. No intervalo, o Leal (treinador) ajustou a gente, entramos de outra forma, conseguimos virar. No outro jogo foi só controlar a vantagem e levar o título. Eu era capitão, foi o título mais importante para mim” – destacou.

O ano de 2019 também teve algo grande para Noga. Em outubro, após ser incorporado ao grupo sub-20 do Flamengo, o zagueiro foi convocado por Guilherme Dalla Déa para a disputa do Mundial sub-17 na vaga de Paulo Eduardo, do Cruzeiro, cortado por lesão. Com mais um título no currículo, o garoto mantém os pés no chão e pensa no Flamengo assim como na amarelinha.

 “Tenho sempre o pé no chão, sou muito focado no que eu quero. Seleção é um bônus pelo que a gente faz dentro do clube. Sou super tranquilo, quero fazer história lá assim como quero fazer aqui no Flamengo”.

O Flamengo estreia dia 18 de Janeiro, sem adversário definido ainda, devido as fases preliminares do estadual.

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